encarando meu maiores medos: o dia que eu saí do meu emprego achando que seria mais fácil
Quando eu larguei meu emprego no ano passado, em nenhum momento eu imaginei que teria que encarar os desafios que eu encarei nesse último ano.
Eu achava que seria desafiador trabalhar para mim mesma, prospectar clientes, crescer como criadora, aprender mais sobre captação/edição/storytelling e fortalecer meu branding.
Antes de largar meu emprego, eu também tinha a certeza que encontraria um novo em alguns dias. Na verdade, eu me inscrevi para vários empregos nesse período, fiz algumas entrevistas, fui aceita em alguns.
A decisão de largar aquele emprego já tinha sido feita há muito tempo, eu acho que só estava esperando encontrar um trabalho novo que eu gostasse. Porém, antes de encontrá-lo eu passei por uma situação na qual fui desrespeitada naquele ambiente. E por mais que eu precisasse do dinheiro e da segurança, eu sabia que precisava me posicionar e mostrar meu respeito por mim mesma.
Eu digo isso pois eu sabia que não queria continuar naquela empresa, e mesmo assim eu atrasei o máximo possível a minha saída. Só que chegou um belo dia em que eu me senti impulsionada a tomar aquela decisão.
Sair de um trabalho fixo - e de um salário fixo- sem planos e cheia de compromissos financeiros foi uma das decisões mais corajosas que eu tomei nos últimos anos. Mas foi só a primeira de uma série de inúmeras que eu teria que tomar.
Eu não sabia o quanto essas decisões iriam me custar. Muito provavelmente o que mais me custou foi abrir mão do meu conforto.
Talvez a sua mente seja muito diferente da minha, mas eu lembro de tremer ao mandar alguns emails. Eu lembro de desistir, e de voltar no outro dia, abrir meu laptop e mandar o email ou mensagem. A jornada de empreendedorismo é uma constante "vou largar tudo" e no outro segundo você me vê fazendo o que term que ser feito.
Acho que não se fala o suficiente de quanto temos que lidar com a rejeição. E para algumas pessoas isso é tudo. Todavia, eu tive que lidar com um ENORME medo de rejeição. Toda vez que eu prospectava clientes parecia que todos os alertas do meu corpo disparavam ao mesmo tempo. Minha mente me convencia que eu não precisava fazer isso, que aceitar qualquer emprego era melhor que isso.
Eu não achei que fosse conseguir conquistar metade das coisas que eu conquistei, mas todo dia eu enfrentei um pouquinho do meu medo de ser rejeitada. Aplicando para uma oportunidade que eu não tinha certeza se seria qualificada o suficiente, conversando com marcas que eu amaria trabalhar, fazendo propostas que ninguém fez antes.
O medo foi constante nesse último ano. Medo de não dar certo, de ser reconhecida, de não ser reconhecida pelo meu trabalho, medo de falhar, de ser aceita e também de ser rejeitada.
Eu lembro de vários dias pensar que o medo seria maior, que eu não conseguiria atravessar essa fase. Que seria mais fácil abrir mão da criação de conteúdo e só voltar a trabalhar.
Inúmeras vezes eu quis FUGIR de ter que lidar com isso.
Tudo era muito assustador, até que esse ano eu comecei a ler o livro Rejection Proof, e a rejeição começou a parecer menos com um monstro. Aprendi que a rejeição tem um número, e que muitas vezes podemos mudar a estratégia ou a direção para facilitar uma "aceitação".
Eu ainda tenho muito medo de rejeição, e ainda lido com ela diariamente, mas a cada dia sinto que venço um pouquinho.
Encarar a vida e os dias como uma grande terapia de rejeição é o que tem me ajudado a continuar.
Espero que esse post te ajude de alguma forma.
Com amor, Letícia

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