dicas para cultivar um bom diálogo interno

 Sem dúvidas, um dos maiores aprendizados de amor próprio que eu tive durante os meus 20 anos foi melhorar o meu diálogo interno. E eu não poderia ser mais a favor de todo mundo melhorar o seu 

    O nosso diálogo interno é aquele que acontece quando estamos conversando com nós mesmos. Agora imagine você passar horas do seu dia conversando com alguém extremamente negativo, crítico, pessimista, inseguro... Você provavelmente já fez as contas e imaginou o quão desagradável pode ser esse cenário, né?

    Talvez você não sofra do mesmo problema, mas eu costumava odiar várias coisas sobre mim. Muitas delas relacionadas à minha imagem. Eu não sei exatamente em que momento eu aprendi a odiar cada uma delas, mas sei os diálogos que eu tinha comigo mesma. 

    "Meu corpo não é bonito porque ele não parece com o da influencer fitness do Insta" ou "meu rosto poderia ser tão mais lindo se eu mudasse tudo sobre ele, fizesse um full face e parecesse com a fulana". 

    Eu costumava comparar a minha aparência com a de pessoas com realidades totalmente diferentes. Eu não tenho a rotina de uma influencer fitness, e nem quero nesse momento pra falar a verdade. E tudo bem eu não ter um corpo que se constrói com essa rotina. 

    Uma das coisas que me ajudou a construir um diálogo interno melhor foi questionar os pensamentos que vinham à minha mente. Nem todos são genuínos. Alguns são fatos, mas isso não significa que vale a pena passar horas do meu dia pensando neles. 

    Algumas dicas para melhorar seu diálogo interno:

- Medite: a meditação nos ajuda a trazer consciência para os pensamentos, e isso nos ajuda a entender de onde eles vêm, quando eles são mais frequentes, ou se existe alguma necessidade que eles querem comunicar.

- Escrita: da mesma forma que a meditação, aprendemos a ter mais clareza e consciência dos pensamentos que algumas vezes não se destacam de modo geral. Escrever também ajuda a racionalizar e questionar os próprios pensamentos. 

- Você é sua melhor amiga: comece a imaginar que ao invés de estar falando sozinha, você diz as coisas que pensa sobre você para sua melhor amiga. Isso vai te ajudar a escolher melhor as palavras e crenças que você tem sobre si. Me ajudou muito pensar "nossa, eu nunca diria isso em voz alta pra ninguém, mas falo quase todos os dias pra mim". 

- Afirmações positivas: se você precisar de ajuda com o vocabulário que está desenvolvendo, sugiro começar escrevendo algumas frases positivas sobre você e ler pelo menos uma vez ao dia. 

- Perspectiva: algumas vezes nós temos coisas que são mais "difíceis" de amar. Coloque em perspectiva essas coisas, por exemplo: por muito tempo eu tive dificuldade de amar meu corpo, em um determinado dia eu olhei para uma foto sem me reconhecer e achei o corpo bonito. Isso me fez pensar que algumas vezes eu sou muito crítica comigo, e se o cabelo/corpo/rosto/... fosse de outra pessoa eu poderia admirar... 

    Essas dicas servem para além de características físicas. Se você pensou sobre as coisas que você falou, e talvez aquilo não soou como você queria, pensa bem em quantos diálogos você pensa todos os dias sobre o que os outros falaram. 

    Nós estamos acostumados a pensar sobre o nosso POV, e acabamos esquecendo que estamos todos pensando pelo próprio ponto de vista. Enquanto estamos ocupados pensando em nós mesmos, os outros também estão pensando sobre si. 

    Alguns journal prompts, caso você queira escrever sobre:

- O que tenho mais dificuldade de amar hoje?

- Qual o pensamento sobre mim que está mais presente na minha mente?

- Como eu costumo falar comigo quando cometo um erro?

- Eu falaria dessa forma com alguém que amo? O que diria no lugar

- Qual crítica tenho repetido para mim como se fosse uma verdade absoluta?


Livros para aprofundar:

Os 7 pilares do amor-próprio: Como ter uma relação profunda e enriquecedora consigo mesmo

The Neuroscience of Self-Love: How to improve your most important relationship

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