O livro que me fez entender por que escolher é tão difícil (& como fazer escolhas melhores)
Semana passada eu precisei escolher uma roupa para um evento e isso consumiu minha semana inteira. No final da semana, eu já tinha gastado quase $400 dólares de roupa e não sabia se iria mesmo usá-las.
Tudo começou com um simples convite, uma festa de noivado na qual os convidados teriam que usar uma roupa azul. Ao investigar meu guarda-roupas percebi que todas as peças de roupa azuis (um total de 2) eram peças de verão e como estamos no inverno, não tinha como usá-las (a não ser que eu quisesse passar frio).
Para algumas pessoas escolher um outfit azul é uma tarefa simples, você acha algo azul, que te mantenha quentinha e fim da história. Gostaria de que minha cabeça tivesse funcionado dessa forma. Eu simplesmente não descansei enquanto não achei a roupa ideal. E não se engane, não era uma roupa extremamente cara e sensacional, acabei escolhendo algo bem casual.
Eu tenho muita sorte de estar sincronizada com os aprendizados da minha vida, pois algumas semanas atrás comecei a ler um livro que fala sobre escolhas, e como fazê-las de uma forma melhor e eficiente.
Confesso que escolher nunca foi meu forte, eu sempre tive muita dificuldade, sempre tentei deixar pra última hora. Não lembro de nenhum momento eu ter tido prazer em escolher, e ao ler esse livro comecei a entender.
O livro tem vários ensinamentos, mas o que mais me marcou até o momento foi a forma que eles dividem as pessoas em dois grupos: Maximizers(maximizadores) e satisficers (os que se satisfazem).
O primeiro grupo de pessoas é aquele que quer tomar A MELHOR decisão. Não existe outra opção a não ser o melhor. Eles pesquisam e comparam muito.
Já o segundo grupo, escolhem a primeira opção que atende os seus critérios, e assim que a encontram param de procurar.
Na minha cabeça, encontrar a melhor opção é o melhor jeito de escolher. Mas ao ler o livro e comparar com a semana que eu tive dedicada a encontrar uma roupa para um evento, percebi o custo que essa escolha teve.
Eu passei dias procurando o que queria, fui ao shopping 4 vezes em uma semana, passei horas procurando online, e nada me contentava.
Aprendi que tomar a MELHOR decisão pode me custar muito tempo. E nem sempre a melhor decisão disponível para mim naquele momento vai me trazer satisfação.
O livro também traz a reflexão do número de opções que somos expostos diariamente, cada vez maior. Fica muito difícil de analisar todas as opções e escolher a melhor entre elas. O fato de termos mais opções, apesar de nos trazer liberdade de escolha, pode nos gerar uma sobrecarga mental.
Além disso, tentar escolher a melhor opção significa que muitas vezes não vamos nos satisfazer com o que escolhermos. Mesmo depois de termos comprado nossa roupa, vamos continuar buscando a melhor opção e acabamos nos frustrando quando percebemos que novas roupas foram lançadas.
Ou seja, o ciclo de decisão nunca termina. E a satisfação das escolhas que tomamos acaba sendo muito baixa.
Quando acreditamos que existe algo melhor nos esperando, se torna impossível aproveitar aquilo que já temos. É uma esperança sem fim.
A reflexão que o livro traz é que, no final do dia, fazer uma escolha boa é o suficiente para levarmos uma vida boa. Temos que ter coragem para acreditar nisso ao invés de procurar uma melhor.
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