Como ser mais feliz com a sua vida em 2026: abolindo comparação das suas conquistas
suas conquistas merecem ser celebradas
Estamos em 2026, todo mundo sabe da importância de criar conteúdo, milhares de pessoas compartilham os dias e as conquistas diariamente. Você tem acesso ao carro que o influenciador ganhou de uma marca após postar um vídeo, vendedores de curso comprando uma casa à beira-mar, seu amigo de infância ficou milionário e está levando a família para passear de barco numa segunda-feira.
Tem sido cada dia mais difícil se contentar com uma vida "normal". Dia após dia o normal muda, as pessoas abrem o celular com uma frequência gigante e o que era incomum torna-se comum. Como vamos ficar felizes e nos contentar com as nossas realidades se a todo instante somos vendidos que precisamos do curso X, do produto Y, do hábito Z...?
Olhar para as conquistas do outro não faz das nossas conquistas menores, menos dignas de valor ou de comemoração. Eu tenho que memorizar isso — talvez até tatuar. Porque ser lembrada com frequência do que poderia ser conquistado não me deixa motivada. Me deixa desanimada com o que eu tenho conseguido alcançar.
"A inferioridade é subproduto da comparação."
E a comparação tem sido automática. Eu nem percebo mais quando estou fazendo isso. Meu cérebro faz sem me avisar.
Ontem estávamos eu e meu marido com um grupo de amigos. Eles cantaram parabéns pelo nosso aniversário de um ano de casamento — foi muito especial, tenho muita sorte por tê-los. E eu poderia parar de contar a história aqui. Mas quando me pediram para compartilhar sabedorias de casamento, eu falei "ai, nem é nada demais" — o que me arrependi logo depois.
Por que eu falei isso? Honestamente, eu acho que olhei pro lado, vi amigos que já estão casados há mais tempo e pensei: minhas conquistas nem são tão grandes assim. E eu já fiz isso tantas vezes na minha vida que já perdi as contas.
Inúmeras vezes eu deixei de celebrar algo porque lembrei que alguma pessoa próxima já tinha conquistado algo maior, melhor, mais novo ou primeiro. Quantas vezes eu comparei as minhas pequenas e humildes conquistas com as de alguém na internet, ou no meu ciclo de amigos, e acabei achando que não deveria comemorar — que seria bobo, estúpido, ridículo...
Eu lembro de não compartilhar muito do meu primeiro e muito humilde apartamento. Eu lembro dos meus amigos de infância e adolescência que conquistaram isso muito antes, que tiveram um suporte ou uma estrutura que eu não tive. Eu lembro de quando vim para a Austrália, com 25 anos — mesmo sendo uma das melhores decisões que eu já tomei —, eu lembro de sentir vergonha de fazer isso nessa idade, porque a maioria das pessoas que eu conheço fez com 15.
Nesse momento, eu me questiono o que me fez adotar esse tipo de julgamento. Eu celebrei tantas coisas dos outros, e fui tão cruel com as minhas conquistas.
Essa é uma das coisas que eu quero mudar em mim: ter coragem de celebrar algo mesmo que seja menor, mais antigo, diferente do esperado. Celebrar toda e qualquer conquista, pequena ou grande.
Esse post é apenas um abraço, caso você precise. É para te lembrar que as suas conquistas são dignas de comemoração — independente do que as pessoas do seu ciclo, ou as que você segue no Instagram, têm feito ou alcançado.
O que você faz também tem valor. Sempre teve.
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