Mudando meus hábitos da manhã - e o que eu aprendi sobre neuroplasticidade

 

Eu percebi que estava entregando meu cérebro antes mesmo de acordar.

Durante muito tempo, minha primeira ação do dia era pegar o celular.
Antes de sentir o silêncio. Antes de organizar meus pensamentos. Antes de existir por mim.

E eu comecei a me perguntar:

Se o cérebro aprende com repetição… o que eu estava treinando todas as manhãs?

Recentemente li sobre neuroplasticidade — a capacidade do cérebro de criar novas conexões com base no que repetimos.
E aquilo ficou ecoando em mim.

Se eu começo todos os dias com estímulos rápidos, comparações, notícias e notificações… eu estou treinando meu cérebro para reagir, não para criar.

Então eu decidi testar algo simples:

Não pegar o celular na primeira hora da manhã.


O que eu coloquei no lugar do celular

Eu não queria apenas tirar algo.
Eu queria substituir por algo que construísse.

📖 Leitura

Ler me faz sentir expandindo.
É um tipo de foco que exige presença — o oposto do scroll.

✍🏼 Escrita

Escrever organiza meus pensamentos.
Tira o que está confuso da minha cabeça e transforma em algo concreto.

🚶🏻‍♀️ Caminhada

Caminhar parece limpar o excesso.
Eu volto com ideias mais claras e menos ruído interno.

Não é sobre produtividade.
É sobre começar o dia comigo.


O que mudou

Eu percebi que minhas manhãs ficaram mais lentas.
Mas minha mente ficou mais estável.

Menos ansiedade.
Menos comparação.
Mais consciência.

Eu não virei a pessoa perfeita das 5 da manhã.
Eu só decidi que a primeira hora do meu dia precisava ser minha.

Porque se o cérebro se molda com o que repetimos…
eu quero repetir coisas que me constroem.


Se você quiser tentar

Comece pequeno.

  • 20 minutos sem celular

  • 5 páginas de um livro

  • 1 página escrita

  • Uma volta no quarteirão

Não é sobre rigidez.
É sobre intenção.

Talvez mudar a manhã seja a forma mais gentil de mudar a vida.

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