O que aprendi nos últimos meses (e ainda estou aprendendo)

 

O que aprendi nos últimos meses (e ainda estou aprendendo)

Faz alguns meses que tenho pensado e refletido sobre o que aprendi em 2025.
Foi um ano de muitas mudanças, algumas boas, algumas muito boas, algumas esperadas, outras completamente inesperadas. Sou muito grata por tudo o que aprendi ao longo da minha vida. Nem sempre no momento em que aconteceu, nem sempre no calor das emoções, mas, olhando para trás, a gratidão sempre chega.

Eu não esperava mudar de emprego.
Não esperava me casar.
Também não esperava trabalhar com o que trabalho hoje.

Nada disso estava nos meus planos, mas sou muito feliz que tudo tenha acontecido exatamente assim. Sou muito feliz por estar onde estou.

Quando me casei, achei que minha vida mudaria drasticamente. E, na prática, nada mudou, eu apenas era casada. Não sei se, no fundo, eu esperava algum tipo de mágica, algo digno de conto de fadas que me arrebatasse e transformasse completamente quem eu sou. No dia seguinte, fui trabalhar, comi marmita, fui treinar e a vida seguiu. Eu, obviamente, feliz e casada. Mas nada grandioso aconteceu.

Isso me fez lembrar de quando me mudei para a Austrália. Antes de vir, eu imaginava que viveria uma vida completamente nova. E, de fato, estava em um lugar novo, vivendo coisas novas, mas eu continuava sendo eu mesma.

Essas duas situações me confirmaram algo importante: não importa o título ou a grande mudança. Guardamos muitas expectativas para o diploma, o novo emprego, o casamento, a viagem, o próximo sonho. Mas a vida acontece mesmo é no dia a dia, na rotina, nos hábitos, no ordinário. Raramente os grandes eventos têm o poder de mudar todo o resto. Eles são visíveis e celebráveis, mas, muitas vezes, tudo ao redor continua igual.

Aprendi isso também de forma prática quando falhei na prova de direção.
Eu me senti extremamente preparada para passar de primeira. Estudei, fiz aulas, recebi elogios da professora e, mesmo assim, falhei. Na segunda tentativa, cometi praticamente os mesmos erros e, ainda assim, passei.

O que aprendi com isso?
Talvez eu não estivesse pronta naquele momento.
Talvez tenha sido livramento.
Ou talvez a pessoa que me avaliou não estivesse disponível para enxergar o quanto eu sabia.

Às vezes, na vida, podemos nos preparar, dar o nosso máximo, e ainda assim não ser suficiente para algumas pessoas. E tudo bem. O importante é entender se precisamos seguir em frente, aprender mais, aprimorar nossas capacidades, ou se é hora de mudar de ambiente e das pessoas que nos cercam.

2025 também foi o ano em que abracei o desemprego e me permiti tentar coisas novas. Saí de um emprego em que estava há um ano e meio e decidi me arriscar a fazer o que eu queria. Dediquei tempo, energia e esforço às minhas redes sociais e, com isso, conquistei coisas incríveis, inclusive dois trabalhos casuais que sigo fazendo até hoje.

Aprendi que, mesmo me sentindo segura naquele emprego, eu estava sacrificando partes de mim que não me faziam bem. Nem sempre o caminho mais seguro é o mesmo que traz paz.

Minha decisão de sair também foi um ato de autorrespeito. Ao longo de mais de um ano, vivi situações desconfortáveis com uma pessoa no trabalho. Levei isso à minha chefe diversas vezes e nada foi feito. Quando entendi que estava sendo desrespeitada e que ninguém estava disposto a mudar aquela situação, percebi que quem precisava mudar era eu.

Saí do conforto, mesmo sem outra proposta, mesmo com um financiamento, mesmo com medo. E foi uma das escolhas que mais me trouxe paz.

Com isso, aprendi que, algumas vezes, as pessoas não vão nos tratar como merecemos. E, nesses momentos, precisamos mostrar, primeiro a nós mesmas, o quanto nos amamos, nos respeitamos e como merecemos ser tratadas.

Ainda estou aprendendo.

E, por agora, isso basta.

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