Redes sociais, final do ano, comparações.

     Chega final do ano e parece que as comparações vão aumentando com os dias. O que você conseguiu conquistar, o que não conseguiu, o que você viu outras pessoas conquistarem, o que eles faturaram, o corpo que eles conseguiram.

    Não é fácil se munir de comparações, especialmente se você habita as redes sociais. Eu falo por experiência própria, e tem dias que são mais desafiadores que outros. Eu acho que o momento certo de se afastar das redes sociais é quando você não consegue mais levar isso de uma forma saudável, seja por conta das pessoas que você segue, seja pelo momento que você está vivendo, seja lá qual for o motivo. 

    Eu já trouxe muitas vezes essa frase pra cá, mas trago mais uma vez "a inferioridade é subproduto da comparação". E como não se comparar e não se inferiorizar quando o vizinho faturou um milhão em dois dias, se as influencers fit estão cada vez mais fit e mais magras, e quem viaja conheceu todos os destinos que você sempre sonhou. A comparação só piora, só aumenta, só se torna mais injusta. E com isso, a inferioridade.

    Eu sei que nem sempre gostaríamos de simplesmente apagar nossas redes sociais, afinal de contas é tão bom estar lá, quando estamos rolando o feed são tantos vídeos engraçados, nossos amigos, família, pessoas que nunca vimos antes. É bom de estar lá. O problema geralmente começa quando bloqueamos a tela, e então sentimos aquele vazio, como se os últimos 40 minutos de dopamina rolando o feed não tivessem duração a partir desse momento. E então aquela sensação ruim de que você perdeu seu tempo, de que você não fez nada por x horas, e que isso não é uma situação isolada, talvez esse é o quarto dia consecutivo que você esqueceu de lavar a roupa, ou de estender a roupa. Não entenda errado, eu não estou te julgando, eu muitas vezes sou essa pessoa. 

    Não quero passar uma ideia de que eu sou melhor que você ou de que eu já resolvi esse problema na minha vida. Eu luto muito com o tempo que eu passo nas redes sociais, especialmente porque nos últimos meses eu me tornei Gerente de Redes Sociais e Editora de vídeo. Acredito que você já consiga imaginar o quanto de tempo eu passo nas telas. E eu não me orgulho, bom porque eu realmente passo mais do que deveria. 

    Sempre que eu penso que estou me comparando demais, geralmente eu enxergo isso quando penso "nossa minha vida não é nada legal" ou "todo mundo está viajando menos eu" ou "queria tanto fazer algo divertido, mas nunca faço nada". Esse padrão de pensamento aparece com mais frequência quando eu estou passando muito tempo online. 

    E a minha dica é: saia um pouco do celular (por mais óbvio que isso seja), tente focar sua atenção no presente e nas coisas que você gosta na sua vida (vamos ser honestas, ninguém todo mundo tem a vida que tem no Instagram, é uma pequena fração da nossa vida), busque escrever e enxergar os padrões de pensamento que te levam a se sentir mal, inferior ou a não gostar da sua vida (você pode mudar algumas coisas, e até deve, só busque saber quais motivações vêm de você mesmo e quais vêm das redes sociais). Quando tudo parecer ruim ou não digno da sua atenção, procure agradecer. Seja através de oração, meditação, escrita, faça o que for pra apreciar pequenas coisas. Comece de leve se necessário, por exemplo: nossa hoje o meu café está uma delícia, na temperatura que eu gosto, na xícara que eu gosto... Pequenas coisas que fazem seu dia uma delícia. 

    Obrigada por ler até aqui, e obrigada se você me acompanha há mais tempo. 

    Eu adoro escrever e dividir as coisas com você. Espero poder escrever mais no ano que vem já que isso me faz tão bem e tão feliz. 

Um beijo e ótimo final do ano.

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